Projeto Eu Tenho Voz amplia ações de escuta e prevenção à violência contra crianças em escolas de Jundiaí
Iniciativa do IPAM, que completa dez anos, promove atividades de conscientização com alunos, pais e educadores por meio do diálogo, da escuta e do cuidado emocional
O projeto Eu Tenho Voz, do Instituto Paulista de Magistrados (IPAM), realizou mais uma edição das ações de conscientização e prevenção à violência contra crianças e adolescentes em escolas da rede municipal de Jundiaí.
As atividades ocorreram na EMEB Gloria da Silva Genovese e reuniram estudantes, educadores, pais e responsáveis em encontros voltados à proteção da infância, à escuta qualificada e ao fortalecimento da rede de cuidado.
Idealizado pela desembargadora Hertha Helena Rollemberg Padilha de Oliveira, o projeto completa dez anos de atuação em escolas, consolidando-se como uma importante iniciativa de conscientização, acolhimento e prevenção à violência contra crianças e adolescentes.
“O Eu Tenho Voz nasceu da necessidade de aproximar o Judiciário da comunidade, auxiliando na criação de espaços seguros dentro da escola para que crianças e adolescentes compreendam que podem falar”, afirmou a desembargadora Hertha Helena Rollemberg Padilha de Oliveira.

Na apresentação realizada para os alunos da EMEB Gloria da Silva Genovese, participaram 317 crianças. A ação contou com a presença do diretor Rafael Turrini Purgato, da supervisora Patrícia Miguel Telles Junqueira Camargo e do juiz representante do IPAM, Roberto Luiz Corcioli Filho.
“São temáticas importantes e significativas. Aqui na escola nós acolhemos esse debate. Muitas vezes, quando percebemos algum comportamento diferente na criança, começamos a buscar entender o que está acontecendo, e as questões de violência podem surgir nesse contexto. O nosso objetivo é justamente prevenir para que nossas crianças possam viver de forma tranquila e segura”, avaliou o magistrado.
Durante a atividade, foram registrados 39 relatos espontâneos de crianças. Predominaram situações relacionadas a bullying e agressões entre alunos, temas que já vêm sendo acompanhados e trabalhados pela equipe pedagógica da escola.
O diretor Rafael Turrini Purgato destacou a importância do projeto dentro do ambiente escolar e o impacto das ações desenvolvidas junto aos estudantes e às famílias.
“O projeto fortalece um trabalho que já vem sendo realizado pela escola por meio do diálogo com os alunos e das reuniões com os pais e responsáveis. É uma iniciativa importante porque amplia a conscientização, promove acolhimento e ajuda a construir um ambiente mais seguro para as crianças”, afirmou.