Eu Tenho Voz amplia escuta e proteção em Jundiaí
Projeto do IPAM fortalece rede de apoio e aproxima magistratura da realidade de crianças e educadores
O Instituto Paulista de Magistrados (IPAM) realizou mais uma edição do projeto Eu Tenho Voz, desta vez na EMEB Anezio de Oliveira, em Jundiaí (SP). A iniciativa reafirma o compromisso da instituição com a escuta qualificada e a promoção de ambientes mais seguros para crianças e adolescentes.
O encontro foi marcado por apresentações e, sobretudo, pela escuta — eixo central da proposta, que aproxima a atuação institucional da realidade vivida por alunos e educadores.
Durante o evento, os alunos assistiram à apresentação da peça Marcas de Infância, da Cia Narrar, que aborda a violência física e sexual contra crianças e adolescentes. Na sequência, foram realizadas escutas com os estudantes.
A iniciativa vem sendo desenvolvida pelo quarto ano consecutivo pelo IPAM, em parceria com a Secretaria de Educação de Jundiaí, consolidando-se como uma ação permanente de aproximação com a comunidade escolar e de fortalecimento de estratégias de proteção.
Outro destaque foi o crescimento da participação de voluntários, reunindo magistrados, psicólogos e outros profissionais engajados na prevenção e no enfrentamento das diversas formas de violência. A atuação conjunta reforça a importância de uma abordagem multidisciplinar diante de situações complexas que atravessam o ambiente escolar.
“É muito importante a figura do juiz homem participando desta ação porque representa justamente a masculinidade que protege, faz contraponto com aquela masculinidade tóxica, doente e que abusa. É importante que as crianças tenham esse outro referencial e tenham esse parâmetro”, afirmou a primeira vice-presidente do IPAM e idealizadora do projeto Eu Tenho Voz, Hertha Helena Rollemberg Padinha de Oliveira.
O projeto segue ampliando seu alcance e fortalecendo redes de apoio, promovendo orientação, acolhimento e acesso a informações essenciais. Ao levar a escuta para dentro das escolas, o Eu Tenho Voz contribui para transformar silêncio em expressão — e expressão em proteção.

Também participaram da edição a desembargadora Ana Paula Patino (TJSP), o juiz Roberto Corcioli (TJSP) e a advogada Maria Fernanda Junqueira da Veiga Serra.
A ação contou ainda com a presença do corpo diretivo da escola e de representantes da Secretaria de Educação de Jundiaí, entre eles o diretor Adauto Douglas Parre, a supervisora Andrea Facci, a psicóloga do núcleo psicossocial Letícia, a assistente de direção escolar Débora Vito e a coordenadora do núcleo de enfrentamento à violência Renata Longui.