Eu Tenho Voz mobiliza comunidade escolar e acolhe relatos de crianças em Jundiaí
Projeto do IPAM realiza nova edição com escuta ativa e encaminhamento de casos que exigem atenção
A EMEB Antonio de Pádua Giarettta, em Jundiaí (SP), recebeu mais uma edição do projeto Eu Tenho Voz, iniciativa do Instituto Paulista de Magistrados (IPAM) que atua diretamente na escuta de crianças e adolescentes dentro do ambiente escolar.
A programação foi dividida em dois momentos ao longo do dia, alcançando cerca de 260 alunos. Pela manhã, participaram aproximadamente 130 crianças e adolescentes, com idades entre 6 e 20 anos. À tarde, outras 130 crianças, entre 5 e 9 anos, estiveram presentes na atividade.
A ação se estruturou como um espaço de confiança. Após a apresentação da peça Marcas de Infância, da Cia Narrar — que aborda a violência física e sexual contra crianças e adolescentes —, foram realizadas escutas com os estudantes, criando um ambiente seguro para relatos e acolhimento.
Pelo IPAM, a ação foi acompanhada, no período da manhã, pelo juiz Roberto Luiz Corcioli Filho e pela advogada Maria Fernanda Junqueira da Veiga Serra. À tarde, a equipe foi reforçada com a presença da juíza Heliana Maria Coutinho Hess, ampliando a equipe do IPAM para viabilizar o maior número de escutas.
“Foi muito bem encenada pelos artistas, de forma lúdica e envolvente, sem perder a seriedade ao tratar temas sensíveis como violência doméstica e abuso sexual. Tenho muitos elogios à equipe do projeto, às artistas e ao cantor, que foram bastante convincentes para os alunos. Após a apresentação, atendi oito crianças que se abriram sobre situações de violência doméstica e bullying. A diretora e a coordenadora foram dinâmicas e atenciosas, acolhendo as sugestões apresentadas. Foi uma experiência rica e muito importante para alunos, professores e também para nós, juízes”, destacou a juíza Heliana Maria Coutinho Hess.
Ao todo, 48 crianças compartilharam relatos espontâneos, revelando situações que, em alguns casos, exigem acompanhamento. As demandas identificadas já foram encaminhadas para os devidos cuidados, com início de acolhimento e busca por soluções, evidenciando o papel essencial da escuta qualificada como porta de entrada para a proteção.
“O impacto para a comunidade escolar é positivo e significativo, pois essas iniciativas fortalecem vínculos de confiança entre alunos, famílias e equipe pedagógica. Elas promovem um ambiente mais seguro, acolhedor e consciente, favorecendo o desenvolvimento integral dos estudantes e estimulando uma cultura de cuidado, respeito e responsabilidade coletiva dentro e fora da escola”, destacou a diretora Andriana Menezes Tonhollo.
A atividade contou com a participação da coordenadora Andrea Rinco Favarone e da representante da Secretaria de Educação, Renata Cristina de Oliveira Longui, além da presença da equipe pedagógica da unidade escolar.