Projeto Eu Tenho Voz promove ações de escuta e conscientização para cerca de 600 crianças e adolescentes em São Paulo

Foram realizadas apresentações teatrais, rodas de conversa e escuta qualificada na Associação Cedro do Líbano de Proteção à Infância

O projeto Eu Tenho Voz, do Instituto Paulista de Magistrados (IPAM), realizou mais uma ação de conscientização e prevenção à violência contra crianças e adolescentes, desta vez na Associação Cedro do Líbano de Proteção à Infância, localizada no Jardim Ângela, zona sul de São Paulo.

A instituição, sem fins lucrativos, atende cerca de 2.500 crianças e jovens de 0 a 17 anos. Ao todo, aproximadamente 600 crianças e adolescentes, entre 6 e 17 anos, participaram das atividades.

A programação contou com quatro apresentações da peça teatral Marcas da Infância, que utiliza a linguagem artística para abordar, de forma sensível e acessível, temas ligados à proteção da infância, ao cuidado emocional e ao enfrentamento da violência.

Após cada apresentação, foram promovidos momentos de diálogo e escuta qualificada com magistrados e profissionais convidados. Durante as atividades, cerca de 20 crianças e adolescentes procuraram espontaneamente a equipe para relatar situações que as incomodavam, compartilhar sentimentos ou demonstrar admiração pela peça e pelo espaço de acolhimento criado pelo projeto.

A desembargadora Hertha Helena Rollemberg Padilha de Oliveira, primeira vice-presidente do IPAM e idealizadora do projeto Eu Tenho Voz, destacou a importância de criar ambientes seguros para que crianças e adolescentes compreendam que podem falar, ser acolhidos e protegidos.

“Quando a criança entende que sua voz tem valor e encontra adultos preparados para escutá-la sem julgamento, nós rompemos o silêncio que muitas vezes alimenta a violência. O Eu Tenho Voz nasce exatamente desse compromisso com a proteção, a escuta e a dignidade da infância”, afirmou.

A presidente da Associação Cedro do Líbano de Proteção à Infância, Sandra Lutfalla Zarzur, ressaltou o impacto educativo e preventivo da iniciativa.

“A mensagem que o projeto Eu Tenho Voz deixa para as nossas crianças e adolescentes é muito clara: que eles se cuidem, reconheçam os sinais e não permitam nenhum tipo de abuso. Nós só temos a agradecer. Foi maravilhoso.”

A gerente geral da instituição, Adriana Capaccioli da Costa Leonardo, também enfatizou a importância do acolhimento proporcionado pelo projeto e os efeitos da conscientização dentro da comunidade.

“Agradecemos profundamente pela realização dessa ação, porque temos a convicção de que uma semente foi plantada. Cremos que isso dará frutos, pois as crianças poderão trazer para nós situações que precisem de atenção e proteção. Além disso, serão multiplicadoras dessa conscientização, gerando transformação na vida de cada um.”

Participaram das atividades a juíza Tatiane Moreira Lima, o juiz Roberto Luiz Corcioli Filho e a advogada Maria Fernanda Junqueira da Silva Serra. Também estiveram presentes a psicóloga fundadora do Núcleo Espiral , Neusa Sauaia, estudantes do curso de Psicologia da Faculdade das Américas (FAM), que acompanharam as oitivas e as ações de acolhimento realizadas durante o evento.

O projeto Eu Tenho Voz completa 10 anos de atuação promovendo conscientização, prevenção e acolhimento em escolas e instituições sociais, fortalecendo redes de proteção e incentivando a cultura da escuta qualificada e do cuidado com crianças e adolescentes.

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