Projeto Eu Tenho Voz realiza 57 escutas protegidas e identifica graves relatos de violência em escola de Jundiaí

O número de crianças ouvidas praticamente dobrou em relação à primeira passagem do projeto pela unidade, em 2022

O Projeto Eu Tenho Voz realizou, na última quinta-feira (25), sua última apresentação do ciclo em escolas na EMEB Judith Almeida Curado Arruda, em Jundiaí (SP). Ao todo, 57 crianças participaram das escutas protegidas, quase o dobro das 30 oitivas registradas quando o projeto esteve na unidade, em 2022. O retorno ocorreu a pedido da direção da escola e da Secretaria Municipal de Educação, em razão da renovação do público escolar e do aumento da vulnerabilidade social observada na comunidade.

A escola atende 689 estudantes, do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, em período integral. Para garantir que todos os alunos participassem da atividade, foram realizadas três apresentações da peça, seguidas das escutas protegidas conduzidas pela equipe do projeto.

As oitivas revelaram situações de abuso sexual, violência física, violência doméstica, bullying e outras violações de direitos. Todos os casos identificados estão sendo encaminhados aos órgãos competentes. A escola acompanha as situações de sua competência, enquanto a Secretaria Municipal de Educação atua em conjunto com a rede de proteção para assegurar os encaminhamentos necessários.

Para a idealizadora do Projeto Eu Tenho Voz, desembargadora Hertha Helena Rolemberg Padilha de Oliveira, cada escuta representa uma oportunidade concreta de interromper ciclos de violência. “Cada escuta protegida é um compromisso com a infância. Quando uma criança encontra um ambiente seguro para falar, ela deixa de carregar sozinha situações de violência que, muitas vezes, permanecem invisíveis aos olhos dos adultos. Nosso papel é transformar essa confiança em proteção efetiva, mobilizando toda a rede para garantir que esses direitos sejam preservados.”

Participaram da atividade a diretora Giuliana Trazzi, a vice-diretora Roseli Gomes da Silva Pereira, as coordenadoras Ana Cristina Carlos e Nara Lígia Fernandes Monte, além da representante da Secretaria Municipal de Educação, Renata Longui, acompanhada de sua equipe e das psicólogas Letícia e Larissa. Representando o IPAM, estiveram presentes a desembargadora Hertha Helena Rolemberg Padilha de Oliveira, a juíza Heliana Maria Coutinho Hess e a juíza Maria Isabel, convidada de Brasília para conhecer a dinâmica do Projeto Eu Tenho Voz.

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