Projeto Eu Tenho Voz conclui capacitação de educadores da rede municipal de São Paulo e prepara escola para receber ações de proteção à infância

Formação reuniu 84 profissionais da educação e da rede de proteção no CEU EMEF São Carlos e antecede a realização das escutas protegidas com estudantes

O Projeto Eu Tenho Voz concluiu mais uma etapa de formação de profissionais da educação com a realização de uma apresentação especial da peça Marcas da Infância para educadores e integrantes da rede de proteção do CEU EMEF São Carlos, em São Paulo. A atividade marcou o encerramento da capacitação promovida pelo Instituto Paulista de Magistrados (IPAM) para os profissionais que participarão da execução do projeto na unidade escolar.

Participaram da atividade cerca de 84 pessoas, entre educadores da escola e representantes da Diretoria Regional de Educação de São Miguel Paulista. Estiveram presentes a diretora da unidade, Roberta Kelly Soares; a coordenadora Marta Maria da Silva; a psicopedagoga Fernanda de Melo Gerez Oliveira, responsável pela organização do encontro; além de psicopedagogos, psicólogos e assistentes sociais da rede regional.

Representando o IPAM, participaram a desembargadora Hertha Helena de Oliveira Padilha, idealizadora do Projeto Eu Tenho Voz, e a juíza Tatiane Moreira Lima. Após a apresentação teatral, as magistradas conversaram com os participantes sobre a metodologia do projeto, esclareceram dúvidas sobre as escutas protegidas, apresentaram resultados alcançados ao longo dos dez anos de atuação da iniciativa e compartilharam informações sobre a realidade do abuso sexual infantil no Brasil.

A desembargadora Hertha Helena de Oliveira Padilha ressaltou que a preparação da comunidade escolar é uma etapa essencial para o fortalecimento da rede de proteção.

“O Projeto Eu Tenho Voz demonstra que a proteção da infância começa muito antes da denúncia. Ela começa quando a escola, os profissionais da educação e toda a rede de proteção estão preparados para reconhecer sinais, acolher a criança e agir de forma responsável. Cada educador capacitado representa mais uma oportunidade de romper o ciclo da violência e garantir que nenhuma criança permaneça sem ser ouvida.”

A escola receberá, no mês de agosto, a peça Marcas da Infância, voltada aos estudantes. A apresentação integra a metodologia do Projeto Eu Tenho Voz e antecede as escutas protegidas, momento em que as crianças têm a oportunidade de falar sobre situações de violência em um ambiente seguro e acolhedor.

Ao final da capacitação, os participantes avaliaram positivamente a iniciativa e ressaltaram que o curso proporcionou novas ferramentas para a identificação de sinais de violência, fortaleceu a atuação da rede de proteção e ampliou a segurança dos profissionais para realizar os encaminhamentos necessários sempre que houver suspeitas de violações de direitos.

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